Cracônis

As crônicas de algumas vidas sedentárias

Archive for the ‘Humorística’ Category

Coisas do Cotidiano

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Hoje, quando estava voltando da UFS, aconteceu algo no mínimo cômico.

Duas mulheres pedintes e provavelmente esquizofrênicas estavam paradas em uma lanchonete. Uma delas (uma baixinha, gordinha e morena) foi reconhecida por uma das atendentes do lugar. E foi quando surgiu o comentário.

A atendente dirigiu-se a pedinte e perguntou-lhe: “Sua mãe morreu não foi?”, a pedinte respondeu: “Sim, você conhecia a minha mãe?”

A segunda pedinte (uma mulher alta, branca, cabelos curtos e que lutava com um guarda-chuva) perguntou exaltada: “Sua mãe morreu?!” A mais baixa fez que sim com a cabeça. Então ela disse: “Que Nossa Senhora do Bom Parto dê um bom parto a ela não é?”

Não deu para ver a expressão da mulher que tinha perdido a mãe, nem tampouco a da atendente que atentamente observava a conversa. Já a minha, posso apenas dizer que sai de perto para não rir.

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Written by carolinesantos

11 de março de 2010 at 1:40 PM

Publicado em Humorística

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Vida é…

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Era de manhã. Lá pelas sete e meia da manhã. E tava todo mundo no ônibus, indo pra cidade. Típico dia de semana, em que todo o mundo, ao mesmo tempo, resolve pegar o mesmo ônibus. Por sorte consegui um lugarzinho sentado. Não era janelinha e nem a paisagem era boa, muito menos me servirão comida; mas qualquer toco de árvore, se possível encontrar ali, seria melhor do que ter que ficar, além de tudo, em pé.
O tempo passou. E passou. E passou…
Dez, quize, vinte, trinta, quarenta minutos dentro do ônibus e enfim!, Parque Dom Pedro. Agora era só mais um ônibus pra se chegar no trabalho!
Bom… fila. E depois mais fila. Subir no ônibus. Passar a catraca. Sentar não muito longe da porta da saida, porquê se não depois pra ir da frente do ônibus até o fundo é mais tempo do que pra ir de casa para o trabalho. Enfim… ritual de praxe
Finalmente, o motorista resolve sair.
A cobradora agora abre o jornal agora e começa a fazer as palavras cruzadas e ler as tirinhas.
O figuraça atrás resolve que já é hora de colocar o celular pra tocar aquela música que só ele gosta. Se vale daquele princípio de tornar as desgraças ainda mais desgraçadas para ver se alivia a dele.
Começa o trânsito. Tudo parado em todo lugar. Os ônibus que cruzam essa avenida param na frente dos que seguem. Aí param os de trás (nas duas ruas).
E assim fica.
Dez, quinze, vinte, trinta minutos até que de pouquinho em pouquinho eu consigo descer no meu ponto.
“Tô atrasado…” é o que eu sempre penso quando isso acontece. “Vô tomá outra carcada”
Aí eu dou uma acelerada no passo. Passo no meio dos carros fazem fila lá pra trás da rua pra atravessar a calçada.
Ando mais um pouquinho.
Pego o elevador.
Finalmente! estou no trabalho. Dez minutinhos atrasado, mas é desculpável, eu cheguei!
Vejo meu chefe passando lá no fundo e vejo que muda o caminho pra vir aqui falar comigo.
“Eduardo!, aonde é que você tava? Tá todo mundo aqui querendo tomar café pra começar o dia e você sumiu. Faz o seguinte. Faz logo o café e passa na minha sala pra pegar dinheiro pra sair: Preciso que você vá comprar dois maços de cigarro. Um Marlboro vermelho pra mim e um Carlton branco pro Élcio.”

Written by Fernanda Rodrigues

9 de março de 2010 at 10:55 AM

Tensão do Vestibular

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É engraçado analisar as pessoas quando vou fazer uma prova de vestibular. Sempre escolho um vestido folgado e uma rasteira, pego uma garrafa de água, meu documento de identidade e duas canetas pretas. Apesar de tudo e de realmente sentir-me preparada para passar apenas quatro horas em uma sala, grande parte das pessoas que vejo quando chego ao local da realização da prova estão quase prontas para uma maratona de quarenta dias e quarenta noites no deserto. São sacolas cheias de comida, duas garrafas de água, tênis para esportes, casacos para caso faça frio nesse bendito sol de trinta graus de Brasília e coisas absurdas que só vendo para acreditar.

Tudo bem, a partir desse momento já estou sentindo-me completamente despreparada perto da maioria. Até o vestibulando com cara de mais perdido nesse momento me parece o mais inteligente e estudioso, começo a ficar paranóica e a partir de então mesmo aquele pentelho do fundo da sala que estuda comigo, que eu tenho certeza de que não aprendeu porcaria nenhuma, parece saber muito mais. Começa a dar uma angústia, eu já entro em sala com o suor na testa antes de olhar para as outras pessoas. Do meu lado esquerdo um super nerd que provavelmente estuda química por diversão, óculos fundo de garrafa e suéter em pleno verão. Eu sei que é exatamente esse cara que devo temer e nesse instante o pobre coitado já até notou que estou encarando-o com uma expressão assassina e desafiadora. Do outro lado uma garota muito loira, cheia de pulseiras coloridas, mini saia, maquiagem rosa e até o esmalte que ela usava estava me cegando. Fico mais tranqüila, ao menos mais que a patricinha eu deveria saber… Espero!

Então entregam a prova. A primeira coisa é o instrutor colocar medo em todo mundo na sala que nunca fez um vestibular, tudo parece com as instruções de segurança de um avião e me faz apenas ficar mais nervosa do que já estava. Olho para o cartão de resposta que até então parecia simples e tudo começa a soar complexo como um problema matemático e acho que a garota loira do meu lado pensa do mesmo jeito. Está tudo bem, tranqüilizo-me respirando fundo. Começa a prova, respondo toda a parte de língua estrangeira, estou indo bem perto da loira que faz uma expressão de perdida, mas o nerd do lado esquerdo está fazendo um problema gigante de matemática nesse momento. Alguns dos preparados para a excursão no deserto começam a desempacotar chocolates lentamente no fundo da sala, outros misteriosamente pegam um resfriado e seus narizes escorrem. O barulho me irrita, mas passo bem pelas questões de história, geografia, português, artes e filosofia. Na segunda parte pulo tudo que tem números no meio e respondo algumas de biologia. Minha redação fica boa, apesar deu ter a certeza de que sob pressão não ficou tão boa quanto poderia.

Acaba, entrego, saio com o a prova e com um sorriso no rosto. Tenho certeza de que fui bem, até ver o maldito nerd que ficou na minha sala comentar com o amigo igualmente nerd que só não respondeu duas questões. Bem, não adianta se desesperar, agora é o momento de esperar o resultado para saber se passou ou não na prova. Mas apesar de tudo acho que a loirinha que saiu com uma cara de interrogação vai precisar esperar pelo próximo vestibular.

Written by Raila Spindola

14 de dezembro de 2009 at 10:41 AM